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Implantação: conta e carteira

Primeira metade da implantação: deixar a conta com a sua cara e colocar a carteira dentro do sistema. Ao final desta página você terá estrutura, marca e clientes prontos — a régua e os canais vêm na sequência.

1. Estruture a conta

Sua operação se organiza em quatro níveis: Organização → Workspace → Empresa (credora) → Filial. A hierarquia é gerenciada na página Estrutura do menu lateral, e o recorte ativo é escolhido no seletor de contexto no topo da tela.

  • Operação simples (uma empresa, sem filiais): não crie nada — o contexto padrão já resolve, e você nunca precisa tocar no seletor.
  • Grupo com várias marcas ou operações: crie um workspace por operação e uma empresa por credora, com CNPJ. Clientes pertencem à empresa; cobranças, réguas, classificações e templates pertencem à filial (ou à matriz).

Detalhes em Estrutura organizacional.

2. Vista o produto com a sua marca

Em Configurações → Empresa, preencha razão social, nome fantasia, CNPJ, contatos e o logo. Isso não é decoração de cadastro: a barra lateral do app e o portal do devedor exibem a sua marca — o devedor que abre o link de negociação nunca vê a nossa.

Para os e-mails de cobrança, configure um layout de e-mail: o envelope HTML com seu cabeçalho e rodapé. A resolução é em cascata (filial → empresa → organização → layout embutido), o que permite que cada marca do grupo envie com a identidade certa. Inclua no rodapé a razão social e os dados de contato do credor — identificação clara do cobrador é boa prática e reduz marcação de spam.

3. Convide a equipe

Em Configurações → Usuários, convide os operadores e atribua roles. As permissões seguem o catálogo dunning.dashboard.<recurso>.<ação> — dê a cada pessoa o que a função exige, e não mais. Veja Membros e permissões.

4. Importe a carteira

Dois caminhos, que podem conviver:

Por planilha — na página Importações, suba um CSV de clientes primeiro, cobranças depois (a linha de cobrança referencia o cliente pelo documento ou pelo external_id; cliente inexistente = linha rejeitada). O formato é o CSV brasileiro comum: ; ou ,, valores como 1.234,56, datas DD/MM/AAAA. O botão Baixar modelo gera o arquivo de exemplo. Linhas com erro não derrubam o restante — o link "Ver erros" lista linha por linha o que corrigir e reimportar. Terminado o processamento, o conteúdo do arquivo é apagado (LGPD); ficam os metadados. Tudo em Importação por planilha.

Pela APIPOST /people e POST /charges, cobertos no guia do integrador.

Três cuidados que valem ouro no go-live:

  • external_id sempre: é a chave de deduplicação. Reimportar ou reenviar com o mesmo external_id atualiza em vez de duplicar.
  • Contato em todo cliente: sem e-mail ou telefone, a régua não tem para onde enviar — o canal é simplesmente pulado.
  • Endereço com UF: a janela legal de contato é resolvida pela UF do devedor; sem UF válida, vale a regra nacional conservadora.

5. Classifique (opcional, mas poderoso)

Classificações rotulam o perfil de pagador (Novo, Bom, Regular, Mau...) — manualmente ou de forma automática a partir do histórico. Réguas podem ser vinculadas a classificações: é assim que você trata carteiras diferentes com réguas diferentes (clientes estratégicos com régua mais suave, por exemplo).

Como saber que esta etapa terminou

  • A estrutura reflete sua operação real e o seletor de contexto mostra os recortes esperados.
  • Logo e nome fantasia aparecem na barra lateral; o layout de e-mail tem sua marca e rodapé com dados do credor.
  • A importação de clientes e cobranças terminou com zero erros pendentes (ou os erros conhecidos foram deliberadamente descartados).
  • Amostra de clientes verificada: documento, e-mail/telefone, endereço com UF, external_id.

Próximo passo: desenhar e publicar a régua, e ligar os canais.