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Checklist de go-live

A última conferência antes de ligar a régua em produção de verdade — com canais enviando mensagens reais a devedores reais. Percorra na ordem; cada item aponta a página que explica o porquê.

1. Carteira

  • Importações concluídas sem erros pendentes (o link "Ver erros" lista linha por linha) — Importação.
  • Amostra de clientes conferida: documento, e-mail e/ou telefone (sem contato, o canal é pulado), external_id preenchido.
  • Endereços com UF — a janela legal de contato é resolvida pela UF do devedor; sem UF válida, vale a regra nacional conservadora.
  • Cobranças com valor, vencimento e, idealmente, dados de pagamento (pixEmv, paymentUrl ou barcode) para as mensagens saírem "pagáveis".

2. Supressões — antes do primeiro disparo

  • Opt-outs conhecidos da operação anterior registrados como supressão (opt_out).
  • Casos sensíveis mapeados: falecidos, judicializados, representados por advogado, "não sou eu" — cada um com o tipo de supressão correto.
  • Cobranças em discussão formal com trava jurídica (legal hold) aplicada.

Supressão vence qualquer etapa da régua. Registrá-las antes do go-live é a diferença entre "o sistema nos protegeu" e "cobramos quem não devíamos no primeiro dia".

3. Régua

  • Régua ativa, publicada e marcada como Padrão — é ela que captura toda cobrança sem régua (versões e publicação).
  • Cada etapa com template próprio — sem template, sai um lembrete genérico (templates e variáveis).
  • Templates com caminho de pagamento e tom adequado à faixa de atraso; avisos de negativação/protesto na categoria correta (documentam o comunicado prévio).
  • Etapas de negativação/protesto/judicial revisadas com o time: elas criam tarefas urgentes de revisão — alguém precisa estar designado para essa fila.
  • Ensaio simulado feito: com os canais ainda desligados, a régua rodou sobre a carteira real e as execuções do motor mostraram agendamentos, janelas e supressões como esperado.

4. Janelas e limites

  • Janelas legais conferidas para as UFs relevantes da carteira (compliance de contato) — lembrando: fora de janela reagenda, nunca descarta.
  • Limites por pessoa revisados (padrão: 2/dia, 6/semana, intervalo de 4h) — personalize a política de contato apenas com justificativa.
  • Fuso da organização correto (padrão America/Sao_Paulo).

5. Remetente e marca

  • Dados da organização completos em Configurações → Empresa: razão social, nome fantasia, CNPJ, telefone, e-mail, logo — eles aparecem no app, no portal e nas variáveis account.* dos templates (conta e marca).
  • Layout de e-mail com a marca certa e rodapé identificando o credor; cascata filial → empresa → organização testada, se houver múltiplas marcas.
  • Portal do devedor aberto e conferido: logo, nome e oferta exibidos corretamente.

6. Canais — o interruptor final

  • Provedores de e-mail, SMS e WhatsApp configurados em Configurações → Notificações. Este é o interruptor: sem canal, tudo é simulado; com canal, é real.
  • Envio de teste real feito para contatos internos (uma cobrança de teste com o seu próprio e-mail/telefone) e aparência conferida em cliente de e-mail e celular.

7. Equipe e integração

  • Operadores convidados com roles corretos; responsáveis definidos para a fila de revisão e para disputas (membros e permissões).
  • Campanhas de negociação ativas revisadas (desconto e teto de parcelas são o que o portal vai honrar).
  • Se há integração: webhooks assinados e verificados, chave de API com expiração, idempotência em produção (guia do integrador).

Ligou. E agora?

Nas primeiras 48 horas, acompanhe de perto: Atividade recente e execuções do motor (o que saiu, o que foi reagendado e por quê), entregas de webhook (falhas e retries) e o sino (revisões e "já paguei"). A régua foi desenhada para não precisar de você — mas nos primeiros dias, olhar é barato e corrigir cedo é mais barato ainda. A rotina permanente está em Operação no dia a dia.